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Pupunha Barra Alegre – Naira Pereira

 

É de um sítio encravado entre as serras da Zona da Mata mineira, no município de Descoberto, distrito de Barra Alegre, de onde vem os palmitos pupunha que abastecem a nossa cozinha. O cultivo da planta e a extração do caule alvo, tenro e macio da palmeira altiva, nativa da Amazônia, é inserido em práticas de manejo sustentável que respeitam a natureza e a comunidade circundante. Trocando em miúdos, falar de manejo sustentável é pensar em um modelo racional de exploração dos recursos naturais, empregando técnicas de mínimo impacto ambiental.

A produção apesar de não ter certificação orgânica, é livre do uso de agrotóxicos e possui licença de plantio, manejo e corte junto ao IEF – Instituto Estadual de Florestas e cadastro no Ibama. “No nosso manejo, os impactos são, mesmo, mínimos. Trabalhamos com reincorporação de resíduos da extração ao solo da própria lavoura, quando cascas e folhas, por exemplo, são processados e voltam ao solo como adubo. Além disso, todo o processo é manual, empregando várias pessoas na região”, conta Naira Pereira, à frente da produção, que anualmente, soma cerca de de três mil quilos de palmito limpo por hectare.

Uma muda de pupunha, nos contou Naira, costuma demorar até 18 meses para estar pronta para o corte. A planta mãe, ou seja, a primeira muda a ser plantada, gera perfilhos, ramos laterais que darão origem a uma nova planta, sendo, portanto, uma lavoura perene, com produtividade ativa durante o ano todo. Já os frutos são sazonais. Ao contrário do Norte, onde reluzem amarelos, cozidos, acompanhando o café preto de todo o dia, a pupunha, fruto da pupunheira, não tem valor comercial por aqui. Segundo Naira, poucas das suas palmeiras dão frutos, já que, a fim de facilitar o manejo, eles evitam que as palmeiras fiquem muito grandes. “São normalmente as plantas mais velhas, maduras e altas, que frutificam. No nosso caso, os frutos acabam servido de alimentos para os pássaros silvestres, que são muitos em nosso sítio”, completou.

“Acreditamos na produção artesanal como movimento de valorização da agricultura familiar e regional, trazendo valorização da mão-de-obra local, da qual somos incentivadores e entusiastas. Também temos muito orgulho e satisfação em cultivar e produzir o palmito pupunha, sobretudo na forma in natura. Assim, valorizamos o produto em seu estado natural, deixando de agregar técnicas industrias que geram maior impacto no meio ambiente”, finaliza.

    

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Telefone: 21 3202-2690 / 99386-8785
Horário de funcionamento
terça a sábado - 12h às 23h

domingo - 12h às 18h

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